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sexta-feira, 8 de março de 2013

POR QUE SE COMEMORA O DIA DA MULHER?


Em 8 de março, diversos países comemoram o Dia Internacional da Mulher, uma forma de reconhecimento pelas conquistas femininas ao longo dos anos. Mas qual a origem desta data? 

O final do século XIX e início do século XX foram marcados por protestos e reivindicações das mulheres por melhores condições de vida, trabalho e igualdade de direitos. Nas fábricas, elas tinham de cumprir jornada de 16 horas, ganhando um terço do salário dos homens para executar a mesma função. 

Mulheres em greve no início do século XX

Abaixo, alguns dados históricos sobre a origem da data:

1857: No dia 8 de março, operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque realizaram uma greve reivindicando melhorias de trabalho. Há relatos de que a manifestação foi violentamente reprimida e 130 tecelãs morreram num incêndio dentro da fábrica.

1910: Na Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada na Dinamarca, foi estabelecida a criação do Dia das Mulheres, porém ainda sem data definida.

1913-1914: durante a I Guerra Mundial, como forma de protesto contra o conflito, um grupo de russas estipulou o último domingo de fevereiro como o dia das mulheres. Na Europa, por volta de 8 de março do ano seguinte, houve manifestações femininas contra a guerra e em solidariedade às demais ativistas.

1917: Novamente, em 8 de março, as russas continuaram os protestos e, quatro dias após, lhes foi concedido o direito de voto.

1932 - no Brasil: Neste ano, durante o governo Getúlio Vargas, ocorreu a reforma da constituição e as mulheres brasileiras passaram a ter os mesmos direitos trabalhistas que os homens, além de conquistarem o direito ao voto e a cargos políticos do Executivo e do Legislativo.

1975: ONU decreta 8 de março como Dia Internacional da Mulher.

O Dia Internacional da Mulher é uma data de reflexão sobre os progressos realizados, de pedir por mudanças e para celebrar atos de coragem e determinação de tantas mulheres que têm desempenhado um papel extraordinário na história da humanidade.

sexta-feira, 1 de março de 2013

INAUGURAÇÃO DE PLACA EM HOMENAGEM AO FUNDADOR DO PROJETO ÂNCORA


Queridos amigos,

Várias vezes ouvimos o Walter, fundador do Âncora, dizer que, criado para acolher crianças e adolescentes,  o Projeto deveria receber, especialmente, aquela que batia nos amigos e nos professores e que escola nenhuma queria. Quando os educadores chegavam ao limite e sugeriam seu afastamento, ele voltava a dizer que esta criança, justamente esta, não deveria ficar fora do Âncora.

Passados dois anos de sua morte, gostaríamos de lembrá-lo e honrá-lo citando as três parábolas da misericórdia do Evangelho de São Lucas, capítulo 15.

A primeira delas é a da ovelha perdida dentre 100 outras e que pergunta quem de nós não deixaria as demais 99 para ir atrás da que se perdeu no deserto. A segunda destaca a mulher que, com 10 dracmas, não encontra uma delas e não sossega enquanto não consegue a que sumiu. A última é a do filho pródigo, que conta a história do pai que recebe com festa o filho que havia abandonado sua casa, opondo-se ao irmão mais novo e aos fariseus e escribas que alardeavam ser justos.

Hoje, quando o Âncora já oferece Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental e garante tempo integral na entidade a todas as crianças e jovens, o desafio e o principal objetivo do Projeto continuam os mesmos: não perder nenhuma ovelha, nenhum dracma, nenhum filho.

Como fazemos todo dia 1º ao lado das crianças e educadores, nesta sexta-feira, 1/3, vamos cantar os Hinos Nacional e do Projeto Âncora e também inaugurar uma placa sob a qual estão as cinzas do fundador da entidade:

"No dia 20 de novembro de 1940, na cidade de Caçador, em Santa Catarina, nasceu o menino Walter Steurer. Em 1995, com 55 anos, ele criou o Projeto Âncora: um espaço de aprendizagem, experiência e multiplicação da cidadania para crianças e adolescentes. Durante 16 anos ele se dedicou ao Projeto, até que “virou natureza e está brincando com sua cachorrinha”, como disse a menina Giovanna. Tila era o nome da cachorrinha dele que, assim como as cinzas do Walter, está sob este Pau Brasil."

Abraço sempre grande, grato e fraterno.
Regina Machado Steurer