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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

CARTA MENSAL - AGOSTO 2013



Cotia, 1 de agosto de 2013
“Quando pessoas e organizações se associam tendo em vista
o bem comum, o tecido social se revigora, a confiança no
futuro aumenta e a democracia sai fortalecida.”
Plano Estratégico do Projeto Âncora (Julho, 1998)


Prezados amigos,

No momento em que o Projeto Âncora está fazendo seu Plano Estratégico para os próximos anos, voltamos nossos olhares para o primeiro plano que foi feito no ano de 1998.

Transcrevemos aqui alguns trechos que não só continuam atuais para a entidade como indicam um caminho para a construção de uma outra economia e uma outra forma de relações:

“A identidade do Projeto Âncora articula uma dimensão de entidade (que busca uma forma de organização), uma dimensão de projeto (que quer promover um movimento e gerar um resultado), e uma dimensão de cidade (que possibilita uma experiência educativa de desenvolvimento da cidadania e infunde na entidade e no projeto um sentido comunitário mais profundo).”

“A aprendizagem da cidadania como prática da responsabilidade social envolve não apenas aprender a respeitar regras ou normas legais, mas também aprender a exercer ativamente a responsabilidade em relação à comunidade. O Projeto Âncora se utiliza de meios educacionais para o ensino de várias habilidades. Entretanto, ao lado das aprendizagens específicas, cada programa ou curso também tem a responsabilidade de promover o aprendizado da solidariedade e da participação democrática.”

“Mais do que um conjunto de cursos ou atividades de ensino, o Projeto pretende ser ele mesmo um espaço de experiência de vida comunitária. O Projeto Âncora busca o fortalecimento da comunidade tornando-se ele próprio um espaço de experiência comunitária, capaz de educar para a solidariedade os que dele participam e capaz de infundir relações de cooperação numa sociedade competitiva.”

“Na educação para a autonomia, a relação pedagógica se abre para a participação ativa da criança e o papel do adulto ou do educador é orientar para que a criança avalie o significado e as consequências dos seus atos. Para a educação tradicional, aprender tem a ver com a retenção de conteúdos e informações transmitidos por uma fonte externa. Ao contrário, o aprender a aprender tem a ver com a capacidade de organizar meios para a obtenção do conhecimento que se necessita. No simples aprender, o conhecimento aparece ao aprendiz como algo pronto e que não depende dele; já no aprender a aprender o conhecimento é construído pelo pensamento e a habilidade é adquirida pela prática da pessoa. Enquanto o principal recurso do aprender é a memória, os instrumentos essenciais do aprender a aprender são a reflexão e a experimentação.”

“Desenvolver parcerias significa criar um público que apoiará o Projeto Âncora, estabelecerá um vínculo de longa duração com ele e participará de suas atividades pela qualidade das ações, e porque com isto o parceiro também estará valorizado como cidadão. Na área social as parcerias podem assumir um objetivo mais amplo: o crescimento e o fortalecimento de uma rede de ações solidárias, que contribua para a construção de uma cultura comunitária no país.”

Continuamos certos de que os objetivos que traçamos juntos há 15 anos são os mesmos que o mundo vem reivindicando nas ruas e nas redes sociais, e os únicos capazes de construir um mundo que a todos inclua.

Abraço sempre grato e fraterno.

Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora


terça-feira, 4 de junho de 2013

CARTA MENSAL - JUNHO 2013


Cotia, 1 de junho de 2013

“Nossa vida, quer saibamos disso ou não, quer apreciemos o fato
 ou o lamentemos, é obra de arte. Para viver nossa vida como
 exige a arte de viver, temos – assim como os artistas – de nos 
impor desafios difíceis de confrontar de perto, objetivos bem 
além de nosso alcance, padrões de excelência que pareçam 
distantes de nossa capacidade para alcançá-los. 
Precisamos tentar o impossível.” 
Zygmunt Bauman

Caros amigos,

Nos últimos meses, o Projeto Âncora tem sentido a necessidade de um novo planejamento estratégico e de responder as perguntas básicas que norteiam qualquer planejamento e projetos de futuro. São elas:

1. Por que existimos?
2. No que acreditamos?
3. O que fazemos?
4. Onde atuamos?


Parecem perguntas fáceis com respostas imediatas, uma vez que há 18 anos fazemos muito bem o que fazemos. Mas sabemos que há 18 anos, e mesmo há 5 anos, o mundo era outro. Também dentro da entidade sofremos grandes mudanças com a morte do seu fundador e a inauguração da Escola Projeto Âncora.

Um dos sucessos da entidade sempre foi creditado à capacidade, experiência e visão empresarial do seu fundador. E uma pergunta nos assalta. O Projeto Âncora é uma empresa? Recorrendo ao dicionário lê-se na primeira linha que empresa é um empreendimento para realização de um objetivo, e o dicionário dá um exemplo: as navegações portuguesas constituem empresas notáveis.

Pela palavra empreendimento o Houaiss nos diz que é ato de uma pessoa que assume uma tarefa ou uma responsabilidade; projeto.

Então o Projeto Âncora é uma empresa! Mas que tipo de empresa?

Aprendemos, com um de nossos conselheiros, que só há futuro para as empresas que ele chama de válidas, e que essas são aquelas que criam e fornecem bens e serviços de valor que atendam plena e continuamente às necessidades humanas, e são agentes que promovem o progresso da sociedade à qual servem.

Convidamos você para, com base na sua percepção sobre o Projeto Âncora, refletir sobre isso e, se quiser, partilhar conosco.

As quatro perguntas acima estão para ser respondidas e atualizadas sempre, mas uma coisa é certa: o Projeto Âncora continuará sendo construído em parceria e como obra de arte, pois este é o caminho para conseguirmos o impossível. Porque o possível é muito pouco.

Abraços sempre gratos e fraternos,

Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora