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terça-feira, 29 de novembro de 2016

O Brasil que Doa







 
Brasileiros são conhecidos pela hospitalidade, afetividade, festividades, mas como se comportam os brasileiros quando o tema é Solidariedade?  O nosso país absorveu o “Black Fryday”, mas por que não incorporou o Thanksgiving?  Em recente e pioneira pesquisa sobre a cultura de doação pelo IDIS(Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), nos deparamos com o perfil da filantropia no país.
pesquisa IDIS
Os dados obtidos são bem interessantes, como constatação de que 77% da população praticou algum tipo de doação ao longo de 2015 e que o hábito de doar faz parte da vida do brasileiro regularmente. Mesmo estando muito aquém dos países com a cultura de doação arraigada, já temos bons motivos para comemorar. Outros dados animadores é que o montante das doações no país somou R$ 13,7 bilhões, equivalente a 0,23% do PIB nacional. Nos Estados Unidos com PIB (2015) de 17,937 trilhões de dólares o valor de doações de pessoas físicas é de 330 bilhões, o que equivale a 18,44% do total do Produto Interno Bruto. 
Quem é este doador em potencial? Mulheres de nível superior que frequentam alguma instituição religiosa e com renda superior a 4 salários mínimos. 
Curioso quando se faz uma busca de imagens pelo Google com a palavra doação, aparece corações, roupas, bancos de sangue,  alimentos, mãos unidas, entre outros. Quando se faz a mesma busca em inglês “donation” aparecem cofres e moedas. Esta simbólica busca demonstra a ideia de doação do brasileiro. 


A Cultura de doação está crescendo, mas ainda há muito terreno a ser expandido.
Este tema vem ganhando destaque no Brasil no último ano. A corajosa decisão de Elie Horn, dono da Cyrela, de se juntar ao movimento Giving Pledge e se comprometer a doar 60% de sua fortuna em vida é um maravilhoso exemplo para indivíduos detentores de grandes fortunas no país. Em recente entrevista a Época negócios Elie Horn, que mantém sigilo dos contemplados pelo investimento social, afirma: “No começo, pensava muito na questão da pobreza. Depois comecei a pensar que se a gente aproximasse as pessoas de Deus não haveria estupro, nem assassinatos. Portanto, a formação moral é fundamental. O mundo educado, o mundo moral, é o mundo que não tem mal. Ou, diante dele, o mal diminui de forma bastante rápida. Por isso, em primeiro lugar, hoje invisto na educação moral. Aí está o futuro.”

O que motivou Elie Horn a fazer a imensa doação é o engajamento na causa. Validamos o que no nosso ponto de vista fará o mundo um lugar melhor para se viver. Validamos a melhora de pessoas para a construção de um novo mundo. O ponto é que sempre podemos enquanto cidadãos e empresários melhorar a nós mesmos, sermos inspiração em nossas empresas, nos posicionando a favor de causas que nos fazem sentido.  Os dados da Doação Brasil comprovam que 89% dos doadores, o fazem pelo simples fato do sentir-se bem ao doar e 80% afirmou que ajudou por ser sensibilizado com a causa.
No ato da doação todos os envolvidos ganham. Transformar realidades dos menos favorecidos é muito possível, distribuir a renda é emergencial para construção de um país mais justo, sábio e menos violento. Basta um pequeno deslocamento da zona de conforto. Se queremos ver a mudança fora, precisamos começar com uma mudança interna.  Maneiras são inúmeras: Incentivo fiscais, doações mensais, parte do imposto de renda, voluntariado, gincanas de arrecadação de alimentos e o que mais a sua boa vontade criar. Não há limites.
Este ano fazemos o convite para que este #Diadedoar se estenda e que cada um de você possa ser co-responsável na construção do nosso Centro Cultural Comunitário. Nosso Circo a serviço da Transformação Social por meio da arte, cultura e cidadania.Se aproprie, doe e depois compartilhe, envie um vídeo do porquê do seu apoio. Vamos dar as mãos. A sua SOL idariedade nos dará luz e voz será aplaudida por muitos.
 Muito simples e rápido. Só Clicar 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Projeto Âncora lança campanha de financiamento coletivo



A ong/escola referência internacional de inovação em educação, lança projeto no Kickante para equipar o seu circo tornando-o um centro cultural comunitário.

O circo foi a primeira construção do Âncora em 1996. Como o coração de um bebê é o primeiro órgão a ser formado, o Circo-Escola é o coração da entidade. A partir dele, histórias foram transformadas em apresentações, oficinas, encontros comunitários, eventos, espetáculos. O circo é o ícone da instituição que hoje é reconhecida mundialmente pela inovação em educação. A lona foi envelhecendo, rasgando e sendo reformada, mas seu tempo findou-se. Entre 2012 à 2014 foram captados recursos para que o Âncora pudesse contar com a nova cobertura. Quando a entidade completou 20 anos, a nova lona foi erguida. Este salto foi dado, agora o próximo desafio é aparelhar o circo.

Veja só e se Integre

Durante Parada Cultural apresentações sem infra estrutura
Com o intuito de criar um Núcleo Sócio-Cultural que dê condições para que os eventos e as oficinas de circo, dança e música, aconteçam de forma digna e artística, para os educandos, artistas e público em geral, foi lançada em 07 de novembro uma campanha no Kickante para arrecadar R$ 150.000 que serão destinados à compra de material circense e equipamentos de iluminação e áudio visual. “Difícil vir para o Sarau e se apresentar no SECO. Sem luz, som chiando, falta de recursos cênicos. Desafiador para o artista” – observa o ator Fabio Neppo, que aos 12 anos foi um dos primeiros educandos do Projeto Âncora e hoje já participou de novelas, sendo a de maior repercussão como o Kleiton na novela Cheias de Charme na Rede Globo, fez longa-metragens e peças teatrais, ganhando um Kikito de ouro como ator coadjuvante  com o Filme “De passagem” do diretor Ricardo Elias.


Acontece no circo, semanalmente, 22 oficinas de salto, tecido, trapézio, palhaço e lira. Uma alternativa à atividade física, além dos esportes de quadra. O circo, dança, música e artes cênicas fazem parte do contexto curricular. Os eventos do Projeto Âncora como o Sarau mensal aberto a toda a comunidade e a Parada Cultural, evento semanal, acontecem no circo e precisam de amparo técnico para incrementar o teor e o repertório artístico em uma região carente de espaços culturais.

O Píccollo Circo no espetáculo Teatro de Variedades, realizou residência artística que culminou num prestigiado espetáculo.

Cotia tem 250.000 habitantes e não conta com um espaço cultural gratuito e aberto à população. “Não existe teatro e fomento às artes. O foco do poder público municipal é apoiar o setor industrial e o desenvolvimento imobiliário”, constata Marcio de Andrade, educador musical e ativista humanitário que integra o ÔKupa Âncora, movimento de ocupação do Projeto Âncora, nos períodos que a ONG não está atendendo as crianças e jovens que ficam por 9 horas na instituição.

Dança circular na celebração de um ano do ÔKupa Âncora


 O Circo do Projeto Âncora também é bastante procurado para sediar espetáculos de diversas companhias, mas poderia ser palco de muitos outras manifestações artísticas, se estivesse equipado, impactando uma região polarizada, formada por bairros nobres e formadores de opinião, mesclada com as periferias de Cotia, SP, Embú das artes, Taboão da Serra e Carapicuiba, amplamente carentes em equipamentos sociais e culturais.

Para a construção de Comunidades de Aprendizagem que o Âncora se propõe e é reconhecido por isto, o circo é um elemento fundamental para aglutinar os potenciais coletivos e individuais que o Circo oferece, empoderando a todos os envolvidos. Embaixo da lona a criança se encontra e eleva sua autoestima brincando. As práticas circenses exigem enorme disciplina e estimulam a superação, determinação, atenção, cooperação e processos criativos. Uma arte plural que encaminha à realização de proezas rumo a concretização de sonhos possíveis.



Estão todos convidados a participar da formação das Comunidades de Aprendizagem e a campanha Kickante é um caminho iniciado à transformação social por meio da cultura, da arte e da organização comunitária.



Projeto Âncora
Estrada Municipal Walter Steurer, 1239 / Jd. Rebelato / Cotia – SP
Informações para a imprensa
Ana Alcantara
cel: 9 9913 87 20

Tel: 4612 99 66

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Carta do mês de agosto


Cotia, agosto de 2016


Caros amigos,

Prestes a completar 21 anos, o Projeto Âncora vem dando mostras de sua maturidade e cumprindo seu propósito inicial. Um bom indicador dessa maturidade é o envolvimento, cada vez mais forte, da comunidade Âncora, que tem ocupado espaços de gestão e poder dentro e fora da entidade, construindo outra forma de ser e estar no mundo, cooperativa, sistêmica, sustentável.
Com essa maturidade perceptível, o Projeto Âncora está se multiplicando pelo Brasil, com desenhos adaptados à cultura local. Novas personalidades jurídicas estão nascendo dentro do próprio Âncora, uma organização de pais e amigos, outra com fins culturais e artísticos, outra para cuidar especificamente da escola. Estamos dando cria.
O circo, que sempre foi o símbolo do Projeto Âncora, graças aos nossos parceiros, foi refeito em campanha que durou dois anos. Este circo também amadureceu e,  na sua maioridade, se transforma em um Centro Cultural da região. Uma região sem espaços culturais públicos.
No mês do aniversário do Âncora vamos iniciar uma campanha de financiamento coletivo para aparelharmos este novo Centro Cultural com iluminação, som, imagem e novos aparelhos de circo. Todos serão convidados a colaborar e multiplicar a campanha em suas próprias redes.
O Projeto Âncora está cada vez mais vivo, cada vez mais criativo, assumindo cada vez mais sua missão de tornar possível uma vida feliz e sábia para toda a humanidade.
Rumo aos 21! Junto com você!

Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sarau da Val no Âncora


Sarau da Val no Âncora
O circo estreou suas atividades artísticas para a comunidade no luminoso Sarau da Val. Foram cerca de 50 pessoas que compareceram e compartilharam seus talentos na lona revitalizada do Projeto Âncora. 
Regina Steurer dando uma "luz"a Val


Tradicional em Cotia, o Sarau da Val começou na década de 80 por iniciativa do historiador e escritor, João Barcelos e com a própria Val. Ela que é mineira de Barbacena e cotiana de coração, foi expandindo os Saraus para vários espaços em Cotia: Escolas, prédios públicos, ONGs, casa de shows e na Biblioteca Cecília Meirelles, onde Val trabalha desde 1992. Na década de 90 os Saraus eram constantes e o evento integrava a agenda cultural da cidade. Em 2012 o Sarau adormeceu para acordar animado no picadeiro do Âncora, no ano que a instituição completa duas décadas, despontando assim a vocação do novo circo: Se tornar um Centro Cultural Comunitário.



Crianças, jovens, adultos e idosos prestigiaram a iniciativa e aplaudiram cada pequena e grande atração promovida pelo grupo de artes do Âncora integrado por Abuhl Jr, Wagner Dias, Regina Steurer e Ana Alcantara.

O músicos, educadores e ativistas Sociais, Wagner Dias e Abuhl Jr
Entre os convidados estava o poeta Paulo Nunes, que circula em revistas literárias e lançou este ano seu primeiro livro  "O corpo no escuro" (companhia das letras), também é mineiro, filósofo, livreiro na Universidade de São Paulo e letrista musical, editou, em 2001, a obra "Meu canto é saudade", que reúne a produção de Juca da Angélica, expoente da poesia oral do interior de Minas Gerais. Paulo nos brindou com vários poemas. 

O poeta Paulo Nunes que lançou o  livro "O corpo no Escuro" pela Cia das Letras
http://www.folha.uol.com.br/ilustrissima/ (Um pouco mais sobre o poeta)

O Trio José, que na verdade é uma dupla formada pelos músicos Danilo Moura e Victor Mendes,  também nos presenteou com sua arte inspirada em referências do universo da música caipira e da música popular, mesclando gêneros na busca de uma sonoridade com assinatura própria, inspirando a todos os presentes e fundindo a música com a poesia de Paulo Nunes.

http://triojose.com.br/disco-puisia/
Trio José no Sr. Brasil





"Foi tudo muito lindo e acabar o evento dançando foi delicioso, eu poderia ter ficado até o amanhecer", afirma Regina Steurer, arquiteta e co fundadora do Âncora.

Trio José e Paulo Nunes

Rodrigo da Rosa declamou cenicamente poemas diversos repletos de acidez e ternura, Isadora Matos cantou lindamente, Marcio de Andrade trouxe sua voz e seu violão, Isolina e Sueli abrilhantaram a noite com a força da dança flamenca, Luiz Santos finalizou a noite colocando todos para dançar, enquanto crianças sorriam e faziam estrepolias circenses. 

Rodrigo Rosa declamou cenicamente
A mistura de gerações e de talentos, o cooperativismo e a generosidade do espaço pontuaram esta nova fase. Os Saraus acontecerão toda última quarta feira do mês. "Vamos buscando atrações e cada vez melhorando mais, o espaço do Âncora é muito convidativo", afirma Val. O próximo Sarau será em 23 de setembro, dia que o Projeto completa a maturidade de 20 primaveras, literalmente. Estão todos convidados.