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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Carta do mês de novembro



Cotia, 11º de novembro de 2016


Caros amigos,

Toda visita recebida no Projeto Âncora (e por semana são no mínimo 70) pergunta: como a organização se mantém?

O trabalho de manutenção é árduo e diário, educadores e pessoal operacional a trabalhar com o rigor e a relevância que nos fazem ser inspiradores de novas práticas. E uma equipe de diretores, conselheiros e funcionários que se debruçam sobre as tradicionais e novas formas de trazer recursos financeiros para a manutenção e a expansão dos trabalhos.

O Projeto Âncora não é mantido pelo governo e não tem um fundo.
Toda a manutenção vem de:
Doações de pessoas físicas ou jurídicas, o que representa 27% do total. Programa de Nota Fiscal Paulista, 16%. Parcerias com órgãos públicos, 11%. Imposto de Renda de parceiros, 8%. Patrocínios, 19%. Recursos gerados dentro do próprio Âncora, 12%. Outros, 7%

De um lado sabemos que precisamos ser criativos num momento como o que atravessamos, por outro não cogitamos arriscar a qualidade do trabalho que sempre fez do Âncora uma referência.

Sabemos também que o que nos sustentará será sempre o que nos sustenta. Num mapeamento rápido do que é que sustenta o Projeto Âncora, certamente encontramos sua reputação, o espaço que ocupa no terceiro setor, a inovação empreendida na área de educação, a seriedade com os recursos que possui e com o serviço que presta, mas, sobretudo o aval e a parceria com todos vocês que compõem a grande comunidade Âncora.

Estamos construindo várias campanhas, uma delas para aumentar o número de colaboradores mensais, basta entrar no site e colaborar com a quantia desejada.
E se você, sua empresa, sua família e amigos pagam Imposto de Rendapedimos que destine ao Projeto Âncora a parte que legalmente é possível, 6% para Pessoas Físicas que declarem no formulário completo e 1% para Pessoas Jurídicas para empresas de lucro real. O depósito precisa ser feito até o último dia deste ano. O valor é depositado no Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Cotia | CNPJ 13.540.277/0001-59 | Banco do Brasil |Agência 0916-4 CC 74031-4. Para que possamos comprovar a doação junto ao Fundo é imprescindível encaminhar para o Projeto Ancora, por e-mail:
ancora@projetoancora.org.br, o comprovante de depósito, nome completo, telefone, nº CPF da pessoa física ou CNPJ de pessoa jurídica doadora.

Estamos tratando o orçamento de 2017 de forma coletiva, envolvendo pais e funcionários. E envolvendo nossos amigos e parceiros, entendendo a crise como oportunidade para uma sustentabilidade mais responsável e mais equilibrada.

Contando com você como pilar de nossa sustentabilidade.

Abraço fraterno.


Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora



Contribua para transformação social, transformando o Circo num Centro Cultural


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Carta do Mês de Setembro

Caros amigos,

Inaugurando o mês de aniversário de 21 anos do Projeto Âncora, está no ar neste dia 01 de setembro, às 21h, no Canal Futura, o primeiro documentário da série produzida em parceria com o SESI, "Destino: Educação - escolas inovadoras". Dez países foram escolhidos, 12 escolas selecionadas, para apresentar como estão criando a educação do século XXI. O Projeto Âncora tem a honra de abrir o primeiro episódio da temporada. 

No arquivo anexo o artigo do O Globo, que ilustra a importância do Projeto Âncora nesse momento de maioridade.

Venha celebrar conosco! Dia 24 de setembro, das 11h às 16h, estaremos em festa com apresentações artísticas, comidinhas, sarau, brincadeiras, circo, feira de economia criativa com: trocas, artesanato, moda e bazar solidário. Traga utensílios e roupas em bom estado e que não usa mais e troque por outras de maior necessidade no momento. Também vale doar para o bazar. Será uma alegria compartilhar deste dia especial com você!


Grande e fraterno abraço.


Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora





O futuro no presente
Uma escola inovadora dialoga com as novas tecnologias
POR DEBORA GARCIA
22/08/2016 0:00

O que torna uma escola inovadora? O que permite que acompanhe a velocidade da sociedade, as mudanças profundas pelas quais o mundo passa e ajude a criar soluções novas para os problemas que se apresentam? O que se percebe é que o atual sistema educacional se mostra distante das necessidades de crianças e jovens do século XXI. O modelo tradicional não retém mais o interesse dos alunos e não os prepara para lidar com os desafios desta geração.
Uma escola inovadora dialoga com as novas tecnologias, sem vê-las como ameaça e, sobretudo, percebendo-as como aliadas no processo de ensino-aprendizagem. E rompe com as barreiras clássicas de organização do espaço escolar, apostando na troca, nos ambientes coletivos compartilhados, nos trajetos pedagógicos que consideram o ritmo e necessidades de aprendizagem particulares de cada aluno/aprendiz. Uma escola que admite que se aprende mais e melhor quando o conteúdo faz sentido naquele contexto, amplia horizontes, expande a compreensão de mundo e apresenta ao aluno dimensões que ele desconhecia. É um lugar que incentiva o trabalho em grupo, a resolução de problemas, a reflexão e a ação.
Nessas escolas “do futuro” que acontecem no presente, o papel do professor é reconfigurado, e ele se torna pesquisador, articulador e facilitador de processos de aprendizagem, exercendo papel fundamental de tutoria de alunos. Esses aprendizes também reconstroem seu papel na escola: são mais autônomos, mais proativos, corresponsáveis pelos seus percursos de aprendizagem, pavimentando coletivamente seu caminho educativo. É preciso repensar o papel da escola e acreditar que há tantas formas inusitadas de aprender quanto maneiras criativas de ensinar.
E onde estão estas escolas? Espalhadas pelo mundo: do Brasil à Finlândia, encontramos exemplos de que é possível transformar a educação. Há escolas que não têm salas de aula, nem turmas, nem provas, caso do Projeto Âncora, em São Paulo. Outras promovem a integração multicultural — como o Ginásio Orestad, na Dinamarca, onde boa parte dos alunos é imigrante ou descendente de não dinamarqueses — e estimulam a criatividade — como a Steve Jobs School, na Holanda, que permite que seus alunos fiquem descalços para que se sintam à vontade, como se estivessem em casa.
Em comum, elas têm o objetivo de fazer o aluno gostar de aprender e perceber a importância deste processo. Escolas que impressionam pela beleza dos espaços, pela felicidade dos alunos, pelo engajamento de professores e gestores, mas também pela satisfação dos pais em ver seus filhos se desenvolverem em uma aprendizagem plena de sentido. O Canal Futura documentou o trabalho dessas e de outras unidades em nove países para a série “Destino: Educação — Escolas Inovadoras” (produzida em parceria com o Sesi Nacional), que estreia dia 1º de setembro.
Há espaço para inovação sempre. Inovar não é modismo, mero ornamento. É algo imperativo. Condição sem a qual dificilmente avançaremos como cidadãos, como sociedade, como nação.

Debora Garcia é gerente de Conteúdo e Mídias Digitais do Canal Futura http://oglobo.globo.com/opiniao/o-futuro-no-presente-19961891


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Carta do mês de agosto


Cotia, agosto de 2016


Caros amigos,

Prestes a completar 21 anos, o Projeto Âncora vem dando mostras de sua maturidade e cumprindo seu propósito inicial. Um bom indicador dessa maturidade é o envolvimento, cada vez mais forte, da comunidade Âncora, que tem ocupado espaços de gestão e poder dentro e fora da entidade, construindo outra forma de ser e estar no mundo, cooperativa, sistêmica, sustentável.
Com essa maturidade perceptível, o Projeto Âncora está se multiplicando pelo Brasil, com desenhos adaptados à cultura local. Novas personalidades jurídicas estão nascendo dentro do próprio Âncora, uma organização de pais e amigos, outra com fins culturais e artísticos, outra para cuidar especificamente da escola. Estamos dando cria.
O circo, que sempre foi o símbolo do Projeto Âncora, graças aos nossos parceiros, foi refeito em campanha que durou dois anos. Este circo também amadureceu e,  na sua maioridade, se transforma em um Centro Cultural da região. Uma região sem espaços culturais públicos.
No mês do aniversário do Âncora vamos iniciar uma campanha de financiamento coletivo para aparelharmos este novo Centro Cultural com iluminação, som, imagem e novos aparelhos de circo. Todos serão convidados a colaborar e multiplicar a campanha em suas próprias redes.
O Projeto Âncora está cada vez mais vivo, cada vez mais criativo, assumindo cada vez mais sua missão de tornar possível uma vida feliz e sábia para toda a humanidade.
Rumo aos 21! Junto com você!

Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Carta mensal dezembro






Cotia, 1º de dezembro de 2015

 “O tipo de esperança sobre a qual muitas vezes penso... eu a compreendo, acima de tudo, como um estado de espírito, e não como um estado do mundo. Ou temos esperança dentro de nós ou não temos; é uma dimensão da alma, e não depende essencialmente de alguma observação particular do mundo, ou de alguma estimativa da situação... Esperança não é a convicção de que alguma coisa vai dar certo, mas a certeza de que alguma coisa faz sentido, independente do que virá a acontecer com ela.” Fritijof Capra em A Visão Sistêmica da Vida.




Caros amigos,

Recentemente estivemos num encontro com o rabino Nilton Bonder e o assunto era escassez x abundância. Ele nos contou uma passagem do Segundo Livro dos Reis no Antigo Testamento, em que o Profeta Eliseu orienta uma pobre e endividada viúva com dois filhos a partilhar o único bem que possuíam: um jarro de azeite. A partilha gera abundância capaz de pagar as dívidas e impedir que seus filhos fossem escravizados pelos credores.

O tema da escassez e da abundância é bastante atual nesses tempos de crise econômica, política, ambiental e quando nos falta elemento tão básico como a água. E também a esperança.

O rabino diz que o fluxo da abundância (atenção! não é excesso, que desse já estamos cheios) depende de um tripé: esforço, fé e confiança. Esforço é trabalho, fé de que sei fazer o que é preciso e confiança no sistema. Não no sistema político ou econômico, trata-se aqui de confiança num sistema muito maior, confiança na Vida.



Também o Projeto Âncora não está confortável e, como todos, temeroso em relação ao futuro.  Há dois meses reunimos a equipe para discutir o assunto e um dos caminhos escolhidos para tratar a crise foi aquele indicado pelo Profeta Eliseu e Nilton Bonder. Mapear o que temos de riquezas que possam ser partilhadas. E partilhá-las.
Abrir nossos espaços ociosos à noite e finais de semana para atividades. Compartilhar equipamentos e ferramentas que só são usados eventualmente. Compartilhar know how. Ser um ponto de encontro e troca de saberes e fazeres da comunidade, mapear quem faz o quê, quem está desempregado, quem precisa de algum serviço.

Começamos a nos reunir com pais e ex alunos, com ONGs locais e com escolas do entorno para construir redes de troca numa relação de ganha-ganha, onde já podemos vislumbrar abundância e enxergar um fluxo infinito de prosperidade.

Âncora é o símbolo da esperança. É nossa missão alimentar a esperança, principalmente em tempos difíceis. E acreditamos que é a união das pessoas, sua organização e a partilha comum de seus bens materiais e imateriais o caminho para enfrentar as dificuldades.

Abraço grande, fraterno e o desejo de um 2016 de abundância.



Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora
Parte do seu Imposto de Renda devido pode ser repassado para o Projeto Âncora. Continuamos de plantão para orientar como fazer, basta ligar ou passar um email para nós.(ancora@projetoancora.org.br  ou 11 - 4612 9966)


 Aqui o nosso filme institucional  : Ancora 20 anos
Aqui nosso relatório anual: Relatorio anual 2014/2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Carta do Mês de novembro




Cotia, novembro de 2015



“Somos verdadeiramente cidadãos, dissemos, quando nos sentimos solidários e responsáveis. Solidariedade e responsabilidade não podem advir de exortações piegas nem de discursos cívicos, mas de um profundo sentimento de filiação (affiliarede fillius, filho), sentimento matripatriótico que deveria ser cultivado de modo concêntrico sobre o país, o continente, o planeta.”    Edgar Morin



Caros amigos,

Vivemos hoje numa comunidade de destino planetário. E o sistema planetário está condenado à morte ou à transformação, diz Morin.
Parece que transformação é a palavra de ordem em todas as áreas.




O Projeto Âncora recebe uma vez por semana grupos de até 50 visitantes, tivemos que restringir, caso contrário seriam centenas, e todos os dias. O que essas pessoas vêm buscar conosco? A maioria são professores, mas também empresários, arquitetos, secretários de educação, prefeitos, mães e pais. Todos eles têm um ponto em comum: sentem que o atual modelo de educação, de gestão, de política está falido e vêm em busca de respostas,  pistas de como transformar sua forma de ser e fazer as coisas.

Recebemos 50 visitantes por semana interessados em novas formas de educação
 O Projeto Âncora tem recebido grupos de até seis pessoas que, querendo aprender conosco, ficam hospedadas na entidade por uma semana, para um programa que chamamos de Trans-formação Vivencial. Este nome encerra muito do que somos e acreditamos. Não queremos formatar e nem colocar ninguém em formas. Queremos nos trans-formar. E essa transformação não começa na teoria, mas na prática, vivenciando.
Em frente a hospedaria, os educadores cearenses Nadia Helena e Marcio Carvalhal em Vivência no Âncora

É a vivência na comunidade local, inserida na comunidade maior, na cidade, no país e no planeta, aprendendo uns com os outros, que nos fará solidários e responsáveis, cada um de nós, crianças e adultos, pelo destino comum de todos. Pensando globalmente e agindo localmente como protagonistas e não como vítimas.

Jovens auxiliando na pintura da quadra

Se você, sua empresa, sua família e amigos pagam IRpedimos que destine ao Projeto Âncora a parte que legalmente é possível, 6% para Pessoas Físicas que declarem no formulário completo e 1% para Pessoas Jurídicas para empresas de lucro real. O depósito precisa ser feito até o último dia deste ano. O valor é depositado no Fundo Municipal dos Direitos da Criança – CNPJ 13.540.277/0001-59 – Banco do Brasil – Agência 0916-4 – CC 74031-4. Para que possamos comprovar a doação junto ao Fundo éimprescindível encaminhar para o Projeto Ancora, por e-mail:ancora@projetoancora.org.br, o comprovante de depósito, nome completo, telefone, nº CPF da pessoa física ou CNPJ de pessoa jurídica doadora.

Sempre gratos e contando com sua colaboração para que possamos continuar multiplicando cada vez mais esse trabalho.


Abraço fraterno,

Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Carta do mês de junho







“A educação é responsabilidade coletiva.
Ela deveria envolver todos, absolutamente todos os adultos:
pais, políticos, mundo econômico e associativo.“
Philippe Meirieu


Caros amigos,

Em entrevista ao O Estado de São Paulo publicada no dia 10 de maio, o escritor e pedagogo Philippe Meirieu deixa claro o quão longe estamos da sonhada Pátria Educadora. O Brasil ainda tem um dos piores salários pagos a professores no mundo, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Mas o problema vai muito além dos salários, reside no conceito de educação de uma criança. Vejamos o que é educar para Meirieu.

- Educar é acolher a criança, a quem convém transmitir não só os meios para compreender este mundo e para nele agir, mas também para renová-lo e até torná-lo melhor.
- Educar é formar pessoas capazes de se integrar à sociedade por meio do conhecimento e das habilidades transmitidas, mas também formar cidadãos, que não só têm de se adaptar e obedecer, mas aprender a pensar por si mesmos e se tornar atores sociais em uma democracia vibrante.
- A escola deve ser um lugar onde se aprende em conjunto porque permite sair do individualismo e construir um coletivo de solidariedade. A discussão e a ajuda mútua são meios preciosos de formação cidadã.
- A verdadeira eficiência da escola seria transmitir o desejo de aprender.
- A escola não deve ter vergonha de reequilibrar a sociedade. É a sua missão fundamental.

Funcionários da GE em ação de voluntariado na pintura da quadra.
O Projeto Âncora tem certeza de que está a construir essa outra e urgentemente necessária educação escolar e social. Junto com os funcionários da Lobo & de Rizzo e da GE e tantos outros que estão no dia a dia da entidade, com os parceiros/colaboradores que fizeram parte do repasse legal do seu Imposto de Renda, com os colaboradores mensais fiéis de tantos anos, com os pais e, principalmente, com os educadores que no Âncora estão dando suas vidas a esse projeto.


Voluntários da Lobo de Rizzo, educadores, educandos, comunidade e especialistas em mutirão da Horta do Projeto


Nosso exemplo já está atingindo milhares de educadores em todas as regiões do país e dando coragem para que façam a revolução necessária, quebrem velhos paradigmas e de fato façam desse país uma Pátria Educadora.

Gratidão.


Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora








quarta-feira, 6 de maio de 2015

Carta do mês de maio


Cotia, 1º de maio de 2015


Caros amigos,

Eu não acredito em caridade. Eu acredito em solidariedade. Caridade é tão vertical: vai de cima para baixo. Solidariedade é horizontal: respeita a outra pessoa e aprende com o outro. A maioria de nós tem muito o que aprender com as outras pessoas.
Eduardo Galeano

Duas dinâmicas têm tomado conta do Projeto Âncora nos últimos meses fazendo com que o espaço vire um verdadeiro canteiro de obras. Cultura e arte de um lado. Sustentabilidade de outro.

Crianças e adultos fazendo nossa estufa de bambu

 Com a chegada do novo circo, que se pretende um Centro Cultural vivo e aberto, grupos de música, de cultura Hip Hop e literatura têm ocupado as tardes de sexta ao ar livre no que tem sido chamado de Parada Cultural. A ideia é mesmo parar o que se está fazendo, sair dos espaços fechados, deixar de lado computadores e cadernos e reuniões e cantar e dançar junto, crianças e adultos. Momento de celebrar a vida, a alegria, a vida em comunidade. E também para aprender, pois nada mais educativo do que arte e cultura.

O músico cubano Pedro Bandera na Parada Cultural que acontece toda sexta no Âncora


A falta d'água nos acordou de vez para a urgência de se cuidar da água, da energia, da comida, dos resíduos. A preocupação com a segurança da entidade e o interesse das crianças na solução dos problemas, que em suas comunidades são ainda mais graves, fez com que a entidade elegesse como prioritário tratar da própria sustentabilidade. Oficinas de captação de água, tratamento de água cinza, alternativas de energia, plantação de hortas, banco de sementes, construção de estufas, mini cisternas ocupam a entidade e fazem com que as crianças aprendam a ser resilientes e ajudem suas comunidades a seguir o exemplo do Âncora.

Brincadeira com água de reuso proveniente do Projeto Cisterna


O casamento entre arte e ecologia, entre festa e trabalho, é o que faz prazeroso e motivador o aprendizado que o Projeto Âncora se propõe. Um aprendizado que sirva para a construção de pessoas felizes e sábias, capazes de participar da construção de um mundo mais justo, fraterno e sustentável.

Novos tempos, que podem ser difíceis, mas se forem enfrentados de frente e vividos com sabedoria e arte, podem significar um futuro mais promissor. Mais do que nunca precisamos uns dos outros. Obrigada por você estar conosco.




Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora