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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Projeto Âncora lança campanha de financiamento coletivo



A ong/escola referência internacional de inovação em educação, lança projeto no Kickante para equipar o seu circo tornando-o um centro cultural comunitário.

O circo foi a primeira construção do Âncora em 1996. Como o coração de um bebê é o primeiro órgão a ser formado, o Circo-Escola é o coração da entidade. A partir dele, histórias foram transformadas em apresentações, oficinas, encontros comunitários, eventos, espetáculos. O circo é o ícone da instituição que hoje é reconhecida mundialmente pela inovação em educação. A lona foi envelhecendo, rasgando e sendo reformada, mas seu tempo findou-se. Entre 2012 à 2014 foram captados recursos para que o Âncora pudesse contar com a nova cobertura. Quando a entidade completou 20 anos, a nova lona foi erguida. Este salto foi dado, agora o próximo desafio é aparelhar o circo.

Veja só e se Integre

Durante Parada Cultural apresentações sem infra estrutura
Com o intuito de criar um Núcleo Sócio-Cultural que dê condições para que os eventos e as oficinas de circo, dança e música, aconteçam de forma digna e artística, para os educandos, artistas e público em geral, foi lançada em 07 de novembro uma campanha no Kickante para arrecadar R$ 150.000 que serão destinados à compra de material circense e equipamentos de iluminação e áudio visual. “Difícil vir para o Sarau e se apresentar no SECO. Sem luz, som chiando, falta de recursos cênicos. Desafiador para o artista” – observa o ator Fabio Neppo, que aos 12 anos foi um dos primeiros educandos do Projeto Âncora e hoje já participou de novelas, sendo a de maior repercussão como o Kleiton na novela Cheias de Charme na Rede Globo, fez longa-metragens e peças teatrais, ganhando um Kikito de ouro como ator coadjuvante  com o Filme “De passagem” do diretor Ricardo Elias.


Acontece no circo, semanalmente, 22 oficinas de salto, tecido, trapézio, palhaço e lira. Uma alternativa à atividade física, além dos esportes de quadra. O circo, dança, música e artes cênicas fazem parte do contexto curricular. Os eventos do Projeto Âncora como o Sarau mensal aberto a toda a comunidade e a Parada Cultural, evento semanal, acontecem no circo e precisam de amparo técnico para incrementar o teor e o repertório artístico em uma região carente de espaços culturais.

O Píccollo Circo no espetáculo Teatro de Variedades, realizou residência artística que culminou num prestigiado espetáculo.

Cotia tem 250.000 habitantes e não conta com um espaço cultural gratuito e aberto à população. “Não existe teatro e fomento às artes. O foco do poder público municipal é apoiar o setor industrial e o desenvolvimento imobiliário”, constata Marcio de Andrade, educador musical e ativista humanitário que integra o ÔKupa Âncora, movimento de ocupação do Projeto Âncora, nos períodos que a ONG não está atendendo as crianças e jovens que ficam por 9 horas na instituição.

Dança circular na celebração de um ano do ÔKupa Âncora


 O Circo do Projeto Âncora também é bastante procurado para sediar espetáculos de diversas companhias, mas poderia ser palco de muitos outras manifestações artísticas, se estivesse equipado, impactando uma região polarizada, formada por bairros nobres e formadores de opinião, mesclada com as periferias de Cotia, SP, Embú das artes, Taboão da Serra e Carapicuiba, amplamente carentes em equipamentos sociais e culturais.

Para a construção de Comunidades de Aprendizagem que o Âncora se propõe e é reconhecido por isto, o circo é um elemento fundamental para aglutinar os potenciais coletivos e individuais que o Circo oferece, empoderando a todos os envolvidos. Embaixo da lona a criança se encontra e eleva sua autoestima brincando. As práticas circenses exigem enorme disciplina e estimulam a superação, determinação, atenção, cooperação e processos criativos. Uma arte plural que encaminha à realização de proezas rumo a concretização de sonhos possíveis.



Estão todos convidados a participar da formação das Comunidades de Aprendizagem e a campanha Kickante é um caminho iniciado à transformação social por meio da cultura, da arte e da organização comunitária.



Projeto Âncora
Estrada Municipal Walter Steurer, 1239 / Jd. Rebelato / Cotia – SP
Informações para a imprensa
Ana Alcantara
cel: 9 9913 87 20

Tel: 4612 99 66

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Carta do Mês de Outubro



Cotia 1º de outubro de 2016                                           


Caro amigo,

Comemorando os 21 anos do Projeto Âncora, reproduzimos abaixo matéria do Jornal D'aqui, mais antigo jornal da cidade. Aproveito a ocasião e o momento de celebração para agradecer a parceria e amizade e parabenizar a todos os âncoras desse sonho coletivo.

Grande e fraterno abraço.

Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora




ESPECIAL ÂNCORA, 21 ANOS. EXTRAPOLANDO MUROS, SOMANDO RIQUEZAS

Enquanto candidatos discutem a construção de novos prédios escolares, novos centros, o Projeto Âncora aponta outros caminhos para aprendizagem e abre o próprio espaço para ocupação. “A educação pode acontecer em um teatro fora do horário de espetáculo, em um hall de condomínio, na praça. Existe espaço ocioso nas cidades e é preciso ocupá-lo”, argumenta a arquiteta e co-fundadora do Âncora, Regina Machado Steurer. E não se trata apenas de espaço, mas também de conteúdo educacional. Todos, espaços e pessoas, podem se tornar poderosos agentes pedagógicos.
Das tantas inspirações que tornaram o Projeto Âncora uma realidade, há 21 anos, uma delas era abrir caminhos para a escola pública por meio de novos experimentos educacionais. A Cidade Educadora, este conceito onde todo o território do bairro e da cidade é também de aprendizagem, em evolução no Projeto Âncora, já tem muitos “cases de sucesso” para relatar.

Exemplo: um grupo de meninas definiu o tema “Moda nos Anos 50” como projeto de aprendizagem. A avó de uma delas, dona Zenil, costureira, foi abordada se poderia dar algumas aulas de corte, costura e modelagem. E as tardes  se transformaram em uma oficina, onde ela também sentiu o prazer do ofício de educar. Cortaram, montaram, ouviram histórias e fizeram seus próprios figurinos.
Projeto de moda dos anos 50 no atelier da Zenil no Jd Santa Maria

Cisterna feita pelo ex educando Jean Marcos










Outro: num dia quente, durante o racionamento de água, as crianças não puderam brincar como queriam se refrescando com mangueiras e afins. A curiosidade do aluno Jean Marco, então com 15 anos, sobre a escassez, o levou a criar um novo projeto: fazer cisternas para reuso da água. O grupo Transition Towns Granja Viana foi o agente pedagógico e desse processo saíram uma cisterna para a escola, outra para a casa de Jean Marco e de mais dois outros amigos.
Matemática, nutrição, finanças e relações públicas são alguns dos aprendizados que as crianças absorvem num dia de feira
E dezenas de projetos que acontecem a todo momento no Âncora, de acordo com a curiosidade do “menino”. Quanto de matemática, história, geografia, português entrou em cada um desses projetos no processo do “fazer”? De forma eficiente, o que aconteceu ali foi uma vivência intensa de conhecimento e sua usabilidade em questões concretas do dia-a-dia.
Na caminhada "exploradores" o mapeamento do próprio bairro é entendido como território de educação

De fora para dentro – Se as portas estão abertas para que os alunos encontrem seus novos educadores no bairro ou na cidade, o Projeto Âncora também está de braços abertos para recebê-los, por meio do movimento “Okupa Âncora”. Todas as dependências dos 12 mil m2 podem ser otimizados por artistas, oficineiros de toda espécie, professores de dança, circo, idiomas e o que mais for possível. De manicures a executivos home office que precisam de uma mesa e wi-fi. Basta para isso, contribuir com a troca de conhecimento ou até mesmo, financeiramente. O que você pode ensinar? Tem sempre alguém que pode aprender. E somar riquezas com o Âncora.
Link desta matéria:

Link da matéria - comemoração dos 21 anos:

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Carta do Mês de novembro




Cotia, novembro de 2015



“Somos verdadeiramente cidadãos, dissemos, quando nos sentimos solidários e responsáveis. Solidariedade e responsabilidade não podem advir de exortações piegas nem de discursos cívicos, mas de um profundo sentimento de filiação (affiliarede fillius, filho), sentimento matripatriótico que deveria ser cultivado de modo concêntrico sobre o país, o continente, o planeta.”    Edgar Morin



Caros amigos,

Vivemos hoje numa comunidade de destino planetário. E o sistema planetário está condenado à morte ou à transformação, diz Morin.
Parece que transformação é a palavra de ordem em todas as áreas.




O Projeto Âncora recebe uma vez por semana grupos de até 50 visitantes, tivemos que restringir, caso contrário seriam centenas, e todos os dias. O que essas pessoas vêm buscar conosco? A maioria são professores, mas também empresários, arquitetos, secretários de educação, prefeitos, mães e pais. Todos eles têm um ponto em comum: sentem que o atual modelo de educação, de gestão, de política está falido e vêm em busca de respostas,  pistas de como transformar sua forma de ser e fazer as coisas.

Recebemos 50 visitantes por semana interessados em novas formas de educação
 O Projeto Âncora tem recebido grupos de até seis pessoas que, querendo aprender conosco, ficam hospedadas na entidade por uma semana, para um programa que chamamos de Trans-formação Vivencial. Este nome encerra muito do que somos e acreditamos. Não queremos formatar e nem colocar ninguém em formas. Queremos nos trans-formar. E essa transformação não começa na teoria, mas na prática, vivenciando.
Em frente a hospedaria, os educadores cearenses Nadia Helena e Marcio Carvalhal em Vivência no Âncora

É a vivência na comunidade local, inserida na comunidade maior, na cidade, no país e no planeta, aprendendo uns com os outros, que nos fará solidários e responsáveis, cada um de nós, crianças e adultos, pelo destino comum de todos. Pensando globalmente e agindo localmente como protagonistas e não como vítimas.

Jovens auxiliando na pintura da quadra

Se você, sua empresa, sua família e amigos pagam IRpedimos que destine ao Projeto Âncora a parte que legalmente é possível, 6% para Pessoas Físicas que declarem no formulário completo e 1% para Pessoas Jurídicas para empresas de lucro real. O depósito precisa ser feito até o último dia deste ano. O valor é depositado no Fundo Municipal dos Direitos da Criança – CNPJ 13.540.277/0001-59 – Banco do Brasil – Agência 0916-4 – CC 74031-4. Para que possamos comprovar a doação junto ao Fundo éimprescindível encaminhar para o Projeto Ancora, por e-mail:ancora@projetoancora.org.br, o comprovante de depósito, nome completo, telefone, nº CPF da pessoa física ou CNPJ de pessoa jurídica doadora.

Sempre gratos e contando com sua colaboração para que possamos continuar multiplicando cada vez mais esse trabalho.


Abraço fraterno,

Regina Machado Steurer
Conselheira Projeto Âncora

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Instrumentos e Solidariedade

Noemi tocando uma das guitarras da campanha de doação de instrumentos musicais
Quando objetivos são alcançados, celebrações e agradecimentos fazem parte da conquista.

Em junho de 2015 lançamos a campanha de doações de instrumentos musicais pelo Facebook e pelo Boca a Boca, rede social milenar e assertiva. "Quando tivemos a ideia de pedir os instrumentos pela internet, não tínhamos muitas expectativas. Os resultados foram surpreendentes"- constata Claudia Duarte,  coordenadora pedagógica do Projeto Âncora.

Nestes meses de campanha foram 320 compartilhamentos, 4.670 pessoas envolvidas com as publicações, 78.000 pessoas alcançadas e 11 instrumentos e acessórios, em ótimo estado foram doados, incrementando as oficinas musicais, eventos e interesse cultural de nossas crianças e de nossa comunidade.

O maestro Abuhl Jr dando oficina de Banda no Âncora
 Os dois teclados foram os primeiros a chegar. Um presenteado pelo educador Victor Lacerda e outro pelo vizinho Henrique Mariano. Outro vizinho Ney Fonseca, músico, professor, solidário e desprendido nos doou um saxofone que, assim como o metal, fez brilhar os olhinhos curiosos de quem nunca tinha visto aquele instrumento de perto. Entrou o trompete, vindo da generosa, Isabela Machado Riemer. A banda foi se animando com a chegada da guitarra e do contra baixo doados pelo educador mecatrônico do Projeto, Marcel Sena. Gabriela Ioshimoto, amiga da educadora Thelmelisa se desapegou de duas guitarra e um cubo de baixo.

"Ver instrumentos chegando, dá muito mais vontade de aprender a tocar", vibra a educanda Kayane Silva (11).

A coordenadora pedagógica Edilene Morikawa e o educador Victor Lacerda em uma Parada Cultural
Agora só faltava a bateria para que a banda se desenvolvesse plenamente. André Barros foi o benfeitor ao doar uma bateria completa e de excelente qualidade. Mariana Saliola, amiga de membros do Âncora, não tinha instrumentos para ofertar, mas  ofereceu  buscar a bateria que chegou hoje fazendo a alegria de todos nós.

O maestro Abulh Jr agradecendo a designer Mariana Saliola o transporte solidário da nova bateria

O envolvimento dos educadores e da comunidade local e virtual, nos mostram a cada dia que funcionamos cada vez mais em rede. "Interdependência ou Morte"- já disse o conselheiro José Pacheco.

Gostaríamos muitíssimo de agradecer a todos que doaram, compartilharam, se envolveram e curtiram a nossa ação, fazendo desta campanha uma pequena amostragem da Comunidade de Aprendizagem e Emprendizagem que se fortalece a cada dia e se constrói a cada ação.

Banda Jovem do Âncora, se apresentando no Sarau dos 20 anos com os instrumentos doados

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Cidade Educadora Âncora


“O mundo que nos cerca é o grande laboratório onde as 
experiências práticas acontecem e é lá que a criança pode 
aprender e também influenciar, 
com seu conhecimento, a vida dos pais e moradores.”
                                                 Walter Teixeira – Presidente do Projeto Âncora


O Projeto Cidade Educadora Âncora, contemplado pela Petrobrás desde 2014, trás o conceito das Comunidades de Aprendizagem para nossa prática cotidiana.

Bairro do Recanto Suave que o Projeto Âncora está inserido.

A criança sonha: 

Quando se percebe o sonho da criança, “aquilo que é necessário” para sua felicidade, de sua família, de sua comunidade, o próximo passo é a concretização do mesmo. A busca por uma comunidade “sábia e feliz”, que seja sustentável e conhecedora de seus direitos, deveres e possibilidades, conhecedora também de seus pontos fracos e promotora das soluções para seus problemas, é proposta a partir da criança. Uma comunidade sábia e feliz é aquela que privilegia um modelo autossustentável em todos os sentidos: ambiental, econômico, cultural e político.


Diversão com a água de reuso coletada pelo Projeto Cisterna, do educando Jean Marcos.

A cidade realiza:
Focamos na formação de educadores comunitários e de multiplicadores de iniciativas de aprendizagem colaborativa em outros espaços educativos, que não apenas as escolas, formando também uma rede de educadores-aprendizes voltados para o empreendedorismo social e comunitário. É necessário que “todos” cuidem de cada criança da comunidade. E, para isto, é preciso construir esta cultura.


Crianças na feira aprendem matemática, nutrição e educação financeira

Cisternas:

No verão 2013/2014, os educandos quiseram brincar com água para espantar o calor, mas em tempos de crise aguda deste fluido vital, a brincadeira foi trocada pelo projeto da Cisterna de armazenamento e reuso de água. Jean Marcos, 15 anos, levou o interesse em elaborar esse projeto ao seu tutor. Jean também participou de uma oficina de reuso de água promovida pelo TransitionTowns Granja Viana e já conseguiu seu primeiro cliente. Animadíssimo, está empenhado em transformar a atividade num ofício.


Preparação para banho com a Cisterna estudada e executada pelo educando Jean Marcos com auxílio 
das Comunidades de Aprendizagem.

Moda :

O projeto de moda pesquisou os anos 50 e as educandas Roberta Ferreira, Helen Amorin, Laysa Xavier, Raoni Pedrozo e Fernanda Teles, Isabela Giannuzzi construíram seus próprios figurinos com auxílio do atelier de costura da Zenil, avó da educanda Bia e paciente educadora na arte do corte costura e modelagem. No atelier da Zenil, localizado no Jardim Sta Maria, as meninas e um menino customizaram as camisetas do Projeto Cidade Educadora, com o intuito de tornar-las exclusivas de cada integrante. O vínculo com o atelier, mesclado com os conteúdos dos anos 50 fizeram deste projeto um tecido onde vivenciamos todos uma Comunidade de Aprendizagem, onde a cidade repleta de saberes, se torna uma fonte infinita de possibilidades educacionais, empoderando todos os envolvidos. O grupo também visitou a fábrica de tecidos Tavex, em Americana, o que ampliou os horizontes das crianças que puderam conhecer de perto o processo produtivo da indústria da Moda.
No atelier de costura da Zenil, o grupo de moda customiza camisetas do Projeto Cidade Educadora. 

Acabar com o Lixo do mundo:

Erik queria acabar com o Lixo no Mundo. Esta reflexão começou dentro de sua casa, sua rua e depois o seu bairro chamado Recanto Suave, local onde muitas das famílias assistidas pelo Âncora têm suas residências. Reuniões, encontros comunitários, mutirão de limpeza do córrego e muitas entrevistas foram feitas nesta comunidade. Erik, que neste momento já tinha outros amigos com ele na mesma missão,  perceberam que acabar com o lixo era tarefa impossível, mas melhorar a vida de sua comunidade era viável.
Grupo de educandos fazendo mapeamento no Bairro do Recanto Suave
 “O lixo atrapalha a passagem da água da chuva que deve ir para o esgoto e causa enchentes. A sujeira acumulada também atrai ratos e baratas, deixado a cidade feia e poluída. A saúde das pessoas também fica ruim.” Erik 11 anos.


Grupo na Roda de despedida no Instituto Humana Terra

O Projeto se transformou em “Ajudar a comunidade do Recanto Suave a construir uma vida melhor.”  Procuraram , encontraram e se articularam para passar um fim de semana com suas famílias no instituto HumanaTerra que promove Educação para Sustentabilidade através de vivências em Permacultura, Agroecologia e Cooperativismo.


Parede de bio construção feita pelas crianças, responsáveis e permacultores.

“Quando uma criança me ligou, disse que era do Âncora e que queria conhecer o Humanaterra, pois pesquisaram na internet que nós trabalhamos com tecnologias sustentáveis e ele estava interessado em melhorar a vida do seu bairro, meus olhos marejaram, precisei pedir licença, respirar para continuar a conversa” Amanda Frug, ecóloga fundadora do Instituto Humanaterra em São Lourenço da Serra.

Jornalismo:


As educandas Kaiane e Fernanda em visita a Rede Globo como parte do estudo do projeto do Jornalismo

“Como quero ser jornalista, pensei no projeto para que ele já me ajude a ir aprendendo como é que se faz um telejornal”, diz Fernanda Teles Silveira, 10 anos, idealizadora do projeto de jornalismo, que conta ainda com Camila Alves, Mariah Camati e Kayane Silva. Além de visitarem os estúdios da Rede Globo de televisão em SP, uma equipe de produção jovem  foi constituída  com a direção do vídeo maker Lucas Lima(16).



Fizeram o teaser do telejornal Buzina. O grupo foi gerando interesse, outras crianças se aproximaram e atualmente montamos a AAJ (Agência Âncora Jovem) que auxilia na Comunicação do Âncora abastecendo redes sociais, fazendo entrevistas e pesquisas e fotografando. No despertar de novos talentos Lucas Lima e Samuel Sales ganharam curso de fotografia no Estúdio Granja Viana.


A educanda Camila Pimental entrevista o professor José Pacheco para o Jornal Buzina.
Assim o Projeto Âncora vai construindo Comunidades de Aprendizagem, sonhando e realizando a Cidade Educadora de todos nós. 

 “A cidade é feita de lugares e emoções, 
é feita de gente, que constrói um viver comum. 
São as pessoas que fazem as cidades. 
São as pessoas que enchem os espaços de memórias, de sonhos, na 
multi dimensionalidade dos seus atos de viver.”
Professor José Pacheco


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Parada Cultural

Movimento Cultural acontece às sextas feiras no Projeto Âncora



Toda sexta feira, às 14h a música começa a tocar sinalizando a Parada Cultural. Sexta-feira é dia que o cansaço da semana se acumula e a alegria do fim de semana se aproxima. A proposta é que todos deixem as atividades do dia a dia e parem por uma ou duas horas para celebrar a vida em comunidade através da arte e da cultura.




Momento de fundamental diversão e de promoção às relações humanas onde nos damos a oportunidade de tocar, dançar, ler poesia, rir, pintar, escutar uma história, ver um esquete, falar bobagem, assistir um filme...toda manifestação dentro de nossos valores é bem-vinda e estão todos convidados e convocados a trazer seus dons e estender o evento para amigos, vizinhos e familiares.


   
Somente co- criaremos esta ação com a permissão de conquistarmos, primeiramente, espaço interno e tempo merecido para a abertura deste novo hábito. Reservar a tarde da sexta feira é possível se cada um se organizar.
Wagner Dias dando uma canja



Esta prática começou com o Serão de Hip Hop, depois o de Samba em 2014. Este ano Abuhl, Pedro, Lara, Victor e Wagner já nos brindaram com tardes musicais.

O músico em educador Abuhl Jr e nos teclados o tutor Victor Lacerda 

Camila Pimentel, mãe da educanda Soffia trouxe a turma do Hip Hop formada por DJ, Bboy e Bgirl, Grafiteira e Artesã de bonecas negras, que estiveram conosco dando leveza e atitude de uma das sextas feiras. Neste dia a participação das crianças foi ativa, criativa e emocionante.
Mc Soffia com a trupe do HipHop
  
No dia 10 o pessoal da Acorde chegou batucando e promoveu uma oficina de percussão com os educandos.

A ONG Acorde nos presenteou com apresentação seguida de oficina de Percussão

Na sexta-feira, dia 17 nossa Parada Cultural receberá o músico Percussionista cubano Pedro Bandeira, Ilker Ezaki e o pianista Hanser. 
O musico cubano Pedro Bandera se apresentará no Âncora dia 17/04
Os trabalhos artísticos do dia terão início na sala das artes (consolidação), às 13:30 com o Abuhl montando o som, seguido às 14:30 de uma roda de conversa e na sequência a apresentação. Vamos divulgar, compartilhar, prestigiar...
Momentos de relaxamento e lazer fortalecem de dentro para fora na construção de uma verdadeira Comunidade de Aprendizagem.
Contamos com todos e com cada um de vocês.
Abraços artísticos
Grupo das Artes do Projeto Âncora



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Projeto Âncora de volta às atividades


As crianças do Projeto Âncora já ocupam todos os espaços daqui e estão prontas para todo o aprendizado de 2014.

Sentadas no gramado ou no circo, lendo um livro na biblioteca, escrevendo em seu caderno ou na pista de skate, é notável a sede por conhecimento dos nossos educandos nesse ano que se inicia com novos desafios.






Além disso, já retomamos o programa  Comunidades de Aprendizagemcom o primeiro projeto do ano, que é redução do lixo na comunidade Recanto Suave.

No final do ano passado, por exemplo, as crianças que participam das oficinas de mosaico do Projeto Âncora, se juntaram às que estavam participando da Comunidade de Aprendizagem, e juntas, reaproveitaram restos de espelhos e cerâmicas jogados no lixo, para decorar a quadra local da Recanto Suave.